quinta-feira, 6 de março de 2014

Porto-alegrenses querem transformar mais ruas em área de lazer


As cinco vias fechadas para lazer nos domingos e feriados mudaram o mapa de recreação porto-alegrense, mas não são suficientes. De movimentos pelo uso da bicicleta ao projeto Vaga Viva, da busca pela criação de novas áreas para a prática esportiva à criação de ruas de lazer, projetos capitaneados pela sociedade civil buscam a ampliação do espaço público como uma área de convívio e, consequentemente, mais saúde e segurança.

As ruas de lazer – vias públicas fechadas para o tráfego de carros em determinados dias – ganham adeptos da atividade física ao ar livre; em vez de contar com apenas os parques como alternativas para esportes fora das academias, as ruas ainda incentivam a prática esportiva mais próxima da casa das pessoas. São cinco operantes em Porto Alegre: o corredor de ônibus Cascatinha, o corredor da Terceira Perimetral e a Padre Cacique, fechados aos domingos e feriados das 8h às 18h, além da Rua José Bonifácio, fechada aos domingos para o Brique da Redenção, e a Edvaldo Pereira Paiva, que é destinada ao lazer nos sábados à tarde, domingos e feriados.

“Às vezes temos de caminhar três ou quatro quadras para chegar a um parque. Temos de pegar um carro, ou um ônibus até lá. Com as ruas de lazer, esse trajeto já se torna mais saudável e mais seguro, uma vez que permite que a atividade seja iniciada sem depender de um parque”, comenta Lívia Teresinha Piccinini, coordenadora do programa de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS.

Ao contrário do que muitos pensam, as ruas de lazer não são criadas por decreto legislativo, mas por uma iniciativa das comunidades de cada bairro, que apresentam projetos por meio dos seus delegados ao fórum do Conselho do Orçamento Participativo (OP). Uma vez aprovadas as propostas pela OP, elas são repassadas ao prefeito, que decide fechar ou não a rua para o lazer. A sugestão à prefeitura também pode vir da Câmara dos Vereadores, outra interface da sociedade civil com o executivo municipal.

Enilson Gambarra da Silva está tentando levar ao Glória a primeira área de lazer do bairro. Conselheiro da região no OP, ele tenta transformar uma parte do Parque Belém em centro social esportivo. A medida não foi aprovada no Fórum, por se tratar de uma área privada. “Vamos continuar tentando até outubro, quando deixamos o Conselho do OP, para trazer uma área destinada ao lazer para o bairro”. A esperança resta na duplicação da Avenida Oscar Pereira, a principal via a cortar o bairro, que possibilitaria o fechamento de uma mão para o lazer, enquanto a outra seguiria ligando o centro de Porto Alegre à Ponta da Pedra.

Rua para brincar

Fazer da rua um espaço educativo e público deve ser um instrumento utilizado desde os primeiros anos de vida – especialmente em época em que os computadores e o mundo virtual se mostram os melhores amigos da criança.

Lisiane Zorg comanda um projeto. Ela faz pós-graduação em educação e direitos humanos na Ufrgs e mantém diferentes propostas de entretenimento e educação de crianças, como a Rua Literária, que trata do descaso com bibliotecas públicas; e o Vila Viva, que leva a ocupação das ruas do centro para as periferias.

“As crianças participam muito ativamente. Em ‘A rua é para brincar’, discutimos com as crianças o uso do espaço público como lugar de permanência , aprendizado e sociabilidade, entendendo que o direito a viver a infância na rua é um “direito humano”, conta Lisiane.

Menos carros, mais vida

Tema recorrente das políticas públicas dos anos 2000, a troca do carro por meios alternativos de transporte, como coletivos e bicicletas, é também peça central de projetos sociais que querem repensar mobilidade e qualidade de vida dentro do espectro urbano. Lucas Piccoli Weinmann é formando da faculdade de Arquitetura da Ufrgs e membro do grupo de universitários que trouxe o projeto Vaga Viva à capital gaúcha.

No evento, os participantes são convidados a tomar a vaga de um carro na via pública e usar aquele espaço como um ambiente real de organização. Ali vale tudo; desde uma simples reunião com cadeiras e chimarrão, a mini workshops de tricô, doações de livros, dicas de culinária. É a ocupação do espaço de um carro com vida, conforme Weinmann: “Ali instalam-se coisas que poderiam estar ali se não tivesse um carro”, explica.

É o questionamento do espaço público e do carro como um meio de transporte privilegiado. “A gente fala muito em equidade entre os modais, porque não podemos ter um meio de transporte privilegiado, pois isso acarreta na desregulação do paradigma da mobilidade urbana”, acrescenta o futuro arquiteto.

Mais gente na rua, mais segurança

Não são somente benefícios à saúde os envolvidos na ampliação do convívio social nas ruas. Há um outro fator igualmente importante a ser considerado quando se fala em ambiente público; o aumento da segurança.

“Se temos a segurança do uso da rua sem carros passando, mas crianças correndo, pais conversando com seus vizinhos, cachorros passeando, temos um consequente acréscimo de segurança, pois mais pessoas na rua equivalem a um ambiente mais seguro do que uma rua vazia, cercada por casas muradas”, aponta a coordenadora Lívia.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Dicas para melhorar o seu ambiente de trabalho.

Neste instante, reflita bem. No domingo a noite, no final do fantástico, seu coração bate acelerado, emocionado. Tudo isso acorre porque amanhã será segunda-feira e você está ansioso(a) em reencontrar seu ambiente de trabalho. Não é isso mesmo que acontece?
Mas infelizmente, talvez você esteja entre os milhões de colaboradores que não se sentem assim, pois a grande maioria não vive em um ambiente de trabalho que o complete, o realize e o faça feliz. O interessante é que mesmo sem “amar” seu trabalho, as pessoas não se manifestam, não buscam mudanças e inovações.
Para amar e sentir prazer no que faz em seu trabalho, que ás vezes torna-se rotineiro, segue abaixo alguns princípios que irão abrir caminhos para que você encontre ou reencontre a alegria e a emoção de trabalhar em um ambiente melhor:

 VOCÊ! – Sinta a necessidade e a importância de viver bem, ser feliz, começe por você, busque mudanças e queira melhorias;

 MUDE JÁ ! – Não resista às mudanças, encare-as como desafio. Seja flexível de tenha resiliência.

SINCERIDADE! - Fale com seus superiores sobre as situações que não lhe agrada. Se não esclarecer sua dificuldades e seus receios, como seus superiores lhe ajudarão.

 ORGANIZE – SE! – Planeje suas atividades antecipadamente, para que não seja surpreendido e não passe por situações constrangedoras. Utili-ze sua agenda.

RESPEITO! – Seja educado, seja ético, cumprimente as pessoas e tenha simpatia.

 EMPATIA! Desenvolva sua empatia, não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.

TEMPO! – Administre seu tempo, tenha prioridades, saiba trabalhar sobre pressão, não se desespere.

EQUIPE! – Trabalhe em equipe, por mais difícil que seja a relação entre vocês, você deve ter seus colegas de trabalho como amigos e jamais como inimigos.

 LAYOUT! Mude seu ambiente de trabalho, traga cores, flores. Ambientalize seu departamento, seu setor.

 ESTUDE! Não pare de investir no seu capital intelectual, busque novos horizontes, novos conhecimentos, não perca tempo.


Praticando estes princípios, aprimorando suas habilidades teóricas, práticas e pessoais você terá capacidade de melhorar sua vida profissional. Não deixe que a rotina sufoque seu brilho. Todos nós temos talentos e precisamos divulgá-los.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A importância da leitura na vida.

A importância da leitura se faz presente no nosso universo, desde o momento em que começamos a conhecer ou a compreender o mundo que nos cerca.
Para que o homem abra 'portas' para sua percepção é preciso saber refletir. Desse modo, a leitura chega no nosso espaço para acrescentar um poderoso e essencial instrumento libertário para sobrevivência humana e, assim, ampliar nossa visão e nosso horizonte nas expectativas de vida.
O habito de ler deve ser estruturado, desde a infância, a fim de que, o individuo aprenda cedo que ler é algo importante e prazeroso, e tornara um adulto culto, dinâmico e perspicaz.
A importância da leitura esta na formação de cidadãos mais informativos e críticos dentro de uma sociedade.
No mundo contemporâneo, a leitura cria fronteira para ampliar e diversificar nossa visão e interpretação sobre o mundo que vivemos e da vida como um todo.
A importância na construção do texto está, diretamente, ligada ao desenvolvimento para uma cultura de leitura fazendo com que seus leitores use-a como um imã que atrai e prende o leitor numa relação de prazer e de amor.
Na vida dos indivíduos, a leitura deve ser apresentada de forma interessante e, visando sempre o desenvolvimento do pensamento reflexivo e critico da realidade que é vivida.
É, obvio que não encontramos a 'formula' exata para desenvolver e criar o interesse pela leitura, mas o que podemos e devemos fazer como incentivadores educacionais é apresentar a leitura como uma construção de novos conhecimentos, que possibilita a aquisição da linguagem que possa ser usada de modo prazeroso, espontâneo e com interações positivas no convívio social.




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes


Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes



Esta é a Ana.





Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda.

Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.

Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:

Ana está meio infeliz.

Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:




É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.

Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:


Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.



Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:



Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.



Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam, isso os deixou satisfeitos e otimistas.



Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.

Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.



Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:

GYPSYs são ferozmente ambiciosos



O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.

Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e também que a frase “realização profissional” está muito popular.





Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.

Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:

Todo filho é pai da morte de seu pai

Todo filho é pai da morte de seu pai
Fabrício Carpinejar

"Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia."

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho.
É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece
somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
— Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Estudo revela que o mundo tem mais fumantes hoje do que em 1980.


Mais pessoas fumam no mundo todo hoje do que em 1980, à medida que o crescimento populacional dispara e cigarros ganham popularidade em países emergentes, como China, Índia e Rússia, embora as taxas de tabagismo tenham diminuído nas últimas décadas, alertaram cientistas nesta terça-feira.

Em todo o mundo, o número de fumantes subiu de 721 milhões em 1980 para 967 milhões em 2012. O número de cigarros fumados anualmente também aumentou 26% nas últimas três décadas.

Segundo o informe, o aumento no número de fumantes ocorre apesar do declínio generalizado das taxas de tabagismo nas décadas recentes porque mais pessoas se conscientizaram dos riscos do tabaco para a saúde.

A China, por exemplo, tinha 100 milhões de fumantes a mais em 2012 do que há três décadas atrás (182 milhões a 282 milhões), embora a taxa de tabagismo tenha caído de 30% para 24% da população neste período, ressaltaram especialistas no estudo publicado no jornal da Associação Médica Americana.

A Índia ganhou 35 milhões novos fumantes - elevando seu total para 110 milhões - mesmo com a queda da taxa de tabagismo de 19% para 13% da população.

A Rússia, onde cerca de um terço da população fuma, ganhou um milhão de fumantes desde 1980.

Os dados foram publicados como parte de uma série de artigos relacionados ao tabagismo para coincidir com os 50 anos do primeiro relatório do US Surgeon General sobre os riscos do tabaco.

"Uma vez que sabemos que a metade de todos os fumantes acabará morrendo por causa do cigarro, um número maior de fumantes significará um aumento maciço das mortes prematuras em nosso tempo de vida", advertiu o co-autor do estudo, Alan Lopez, da Universidade de Melbourne.

O estudo, conduzido pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde da Universidade de Washington, mediu dados de 187 países, e descobriu que a taxa mundial de tabagismo entre os homens era de 41% em 1980, mas desde então caiu para 31%, em média.

Entre as mulheres, a prevalência estimada de consumo diário de tabaco era de 10,6% em 1980 e em 2012 este percentual havia caído para 6,2%.

Segundo a pesquisa, o declínio mais rápido teve início em meados dos anos 1990, mas o tabagismo voltou a aumentar entre os homens desde 2010.

"Esta desaceleração na tendência global (de redução do tabagismo) se deveu, em parte, ao aumento do número de fumantes desde 2006 em muitos grandes países, incluindo Bangladesh, China, Indonésia e Rússia", destacou o estudo.

"Os maiores riscos de saúde são mais propensos de ocorrer em países com alta prevalência e consumo elevado", destacou o estudo, citando entre estes países China, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Kuwait, Coreia, Filipinas, Uruguai, Suíça e Rússia.

Em 2012, as maiores taxas de tabagismo entre os homens foram registradas no Timor Leste (61%) e na Indonésia (57%), seguidos de Armênia (51,5%), Rússia (51%) e Chipre (48%).

Os principais países com mulheres fumantes foram Grécia (34,7%) e Bulgária (31,5%).

A Áustria tinha uma taxa de tabagismo de 28,3%, seguida da França (27,7%) e da Bélgica (26,1%).

Uma proporção maior de mulheres fumava na França em 2012 (28%) do que em 1980 (19%), enquanto a taxa de tabagismo entre os homens foi na direção oposta, caindo de 42% para 34%.

No total, a França tinha 14 milhões de fumantes em 2012, dois milhões a mais do que em 1980.

O estudo também mediu quantos cigarros, em média, foram consumidos por pessoa em 2012, e descobriu que a Mauritânia teve o número maior, com 41 ou dois maços por dia.

"Uma vez que o cigarro permanece uma ameaça à saúde da população mundial, são necessários esforços intensificados para controlar seu uso", destacou o estudo.

A pesquisa também analisou onde no mundo foram obtidos os maiores ganhos na luta contra o tabagismo desde 1980, particularmente em países onde mais de uma em cada cinco pessoas fumavam.

Islândia, México e Canadá tiveram os declínios mais significativos (3%), seguidos de Suécia, Noruega e Dinamarca.