quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
ENTREVISTA NO RH DE UMA GRANDE EMPRESA.
ENTREVISTA NO RH DE UMA GRANDE EMPRESA.
1º) Candidato formado na USP
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Ora, é um pensamento.
Diretor: - Por que?
Candidato: - Porque um pensamento ocorre quase instantaneamente.
Diretor: - Muito bem, excelente resposta.
2º) Candidato formado na PUC
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Um piscar de olhos.
Diretor: - Por que?
Candidato: - Porque e tão rápido que as vezes nem vemos.
Diretor: - Ótimo.
3º) Candidato formado na UNICAMP:
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - A eletricidade.
Diretor: - Por que?
Candidato: - Veja, ao ligarmos um interruptor, acendemos uma lâmpada a 5km de distância instantaneamente.
Diretor: - Excelente.
4º) Candidato fazendo curso no Colégio ASDRUBAL CORNÉLIO em Trubuçu do Norte
Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Uma diarréia...
Diretor: - Como assim ? Esta brincando ? Explique isso...
Candidato: - Isso mesmo. Ontem a noite eu tive uma diarréia tão forte, que antes que eu pudesse pensar, piscar os olhos ou acender a luz, já tinha me cagado todo...
Diretor: - O emprego é seu!
"Fundamento técnico e cálculo não é tudo... entender de cagadas é o que o mercado precisa.”
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Quem caminha sozinho, pode até chegar mais rápido. Mas aquele que vai acompanhado, com certeza, chegará mais longe.
Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter a triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:
“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã, minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um infarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e, quase se arrastando, a levou até a caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou!
Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados. Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:
- Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro, se não tem ideia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.
Ele fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros… Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim, e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto, que não gostaria que sofresse assim.
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E por fim, o professor concluiu: “Naquele dia, entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.”
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar, pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
“Quem caminha sozinho, pode até chegar mais rápido. Mas aquele que vai acompanhado, com certeza, chegará mais longe, e terá a indescritível alegria de compartilhar alegria… alegria esta, que a solidão nega a todos que a possuem”
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:
“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã, minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um infarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e, quase se arrastando, a levou até a caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou!
Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados. Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:
- Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro, se não tem ideia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.
Ele fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros… Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim, e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto, que não gostaria que sofresse assim.
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E por fim, o professor concluiu: “Naquele dia, entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.”
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar, pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
“Quem caminha sozinho, pode até chegar mais rápido. Mas aquele que vai acompanhado, com certeza, chegará mais longe, e terá a indescritível alegria de compartilhar alegria… alegria esta, que a solidão nega a todos que a possuem”
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Dicas para preparar sucos cítricos com sabor (e sem amargor)
Parece banal, mas não é. Para amargar um suco cítrico, basta uma decisão errada, como bater a fruta com a parte branca. Qualquer um que tenha tentado fazer em casa um suco de tangerina tão delicioso e equilibrado quanto o de um bom restaurante deve ter percebido isso.
- O princípio de tudo é usar a fruta fresca. Se não estiver na época boa , troque a fruta
- O princípio de tudo é usar a fruta fresca. Se não estiver na época boa , troque a fruta
- Ter o equipamento certo simplifica a tarefa. Há até pouco tempo, as centrífugas tinham bocais pequenos que obrigavam a cortar as frutas em partes pequenas. Esse layout sugeria que uma laranja poderia ser colocada ali com a casca e tudo – que depois seria separada pela máquina e sairia livre do amargor. Aparelhos recentes têm, além da centrífuga, um espremedor de cítricos e oficializam o que é evidente: casca de cítricos amargam qualquer suco
- Bata no liquidificador com gelo (para um resultado ainda mais refrescante)
- Se for espremer, não force a fruta até o final, para não amargar. Se for usar o liquidificador, também é recomendável retirar o miolo branco.
- As fibras brancas também tendem amargar a bebida. Quando espremido com muita força até o fim, o limão tahiti libera um suco mais amargo. Se for bater no liquidificador, também é recomendável retirar o miolo branco. E vale ver se o aparelho tem uma função destinada a fazer suco e vitaminas – e optar por essa para ter melhores resultados
- Para qualquer suco cítrico, o consumo é imediato, se passar de dez minutos após o preparo, é amargor na certa
- Se necessário, adoce os sucos com mel
- Se necessário, adoce os sucos com mel
Para variar, experimente:
- Valorizar as misturas com ervas como hortelã, erva cidreira e manjericão
- “Temperar” os sucos com um pouco de pimenta dedo-de-moça ou rosa (pode ter resultado exótico e surpreendente)
- Adicionar frutas mais doces ou vegetais às frutas cítricas – banana com limão, laranja com cenoura, tangerina com manga
- “Temperar” os sucos com um pouco de pimenta dedo-de-moça ou rosa (pode ter resultado exótico e surpreendente)
- Adicionar frutas mais doces ou vegetais às frutas cítricas – banana com limão, laranja com cenoura, tangerina com manga
- Adicionar algumas raspas de gengibre na hora de bater (com parcimônia, já que é muito predominante)
- É bom saber: os cítricos são ricos em vitaminas A, B6, C, betacaroteno e ácido fólico. Um simples limão ajuda a limpar o trato intestinal, eliminar toxinas e neutralizar algumas bactérias nocivas.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Postura correta melhora a qualidade de vida
A postura correta melhora a qualidade de vida e é fundamental para a saúde dos ossos da coluna. Mas para conseguir ter uma boa postura é preciso que todos os músculos do corpo estejam fortalecidos, principalmente os músculos das costas e do abdômen.
O fator psicológico conta muito para uma boa postura corporal. Logo percebe-se quando um indivíduo está triste ou deprimido, devido ao posicionamento de seus ombros. Um indivíduo extremamente cansado ou sonolento dificilmente terá uma postura correta. À medida que um indivíduo feliz e bem disposto têm sempre uma postura melhor.
Algumas situações que podem causar a má postura são o estado psicológico, maneira de sentar incorreta, não realizar exercícios físicos e a posição ao dormir.
Ter uma má postura durante anos a fio pode ter consequências graves como hipercifose (corcunda) e escoliose. Estas, quando não tratadas podem levar inclusive a um comprometimento pulmonar, devido a sua pouca expansão durante a inspiração e às hérnias discais.
Para melhorar a postura o indivíduo pode:
- Ao sentar-se numa cadeira reta colocar uma toalha de tamanho médio enrolada no fundo das costas. Assim mantêm-se a curvatura fisiológica normal evitando ficar recostado na cadeira.
- Ao deitar-se, prefira a posição de lado, mas sempre com uma almofada entre as pernas, para que não haja uma diferença na altura dos quadris, que levam consequentemente a uma alteração nas costas.
- Ao caminhar, jogue um pouco os ombros para trás, mas sem exagero, coloque a barriga para dentro e mantenha o queixo paralelo ao chão.
- Praticar algum tipo de atividade física com regularidade
- Contudo, alguns indivíduos não conseguem ter uma boa postura devido à alterações ortopédicas importantes, e podem necessitar de fisioterapia ou até mesmo uso de um colete ortopédico para melhorar o posicionamento corporal.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Dez dicas para se sair bem uma entrevista por videoconferência.
1) Programe-se
|
Antes da entrevista, confirme com o entrevistador o e-mail e o adicione antecipadamente. Planeje-se para estar conectado no horário
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|---|---|
2) Teste o seu equipamento
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Teste a câmera, o microfone e a conexão da internet - evite que a entrevista seja interrompida ou se atrase por conta de algum problema técnico na sua máquina
|
3) Feche os outros programas
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Não deixe outro programa aberto no seu computador além do serviço de chat online para não atrapalhar a velocidade da internet e nem fazer com que você desvie sua atenção da entrevista
|
4) Procure um lugar tranquilo e silencioso
|
Esteja conectado em local silencioso, sem bagunça e sem interferência de outras pessoas ou animais de estimação
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5) Escolha um fundo 'clean'
|
Evite ficar em local com muitos objetos ao fundo, como quadros ou estantes cheias de livros
|
6) Vista-se adequadamente
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Apesar de sua imagem aparecer só da cintura para cima, vista-se com o traje de acordo com a vaga e a empresa. Dependendo do cargo, o ideal é usar camisa social, com atenção à gola, que deve estar arrumada
|
7) Use roupas discretas
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Use roupas discretas, de cores sóbrias e sem brilho. Sem decotes para mulheres. Se optar por maquiagem, deve ser discreta.
|
8) Escolha um login com um nome 'profissional'
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Tenha cuidado com o nome de usuário no serviço online: o ideal é ter uma conta só para contatos profissionais, com o nome e sobrenome ou com as iniciais
|
9) Seja profissional
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Mantenha sempre a postura profissional que você teria se estivesse em uma entrevista ao vivo
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10) Lembre-se: você está sendo filmado!
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Demonstre segurança ao conversar, articule bem as palavras e preste atenção na sua postura
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Nossos Velhos
Pais heróis e mães rainhas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá prá implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Fizeram 80 anos. Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele.
Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça?
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Martha Medeiros
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá prá implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Fizeram 80 anos. Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele.
Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça?
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Martha Medeiros
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